Município de Castro Daire

Artesanato - Tecelagem

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
Indíce do artigo
Artesanato
Olaria
Olaria
Tecelagem
Palhoça
Chapéu de palha
Tamancos
Campainhas e chocalhos
Ferreiros
Latoaria
Cooperativas de Artesanato
Todas as páginas

Tecelagem

A tecelagem surge quase como consequência do pastoreio, sendo o uso de lã generalizado. Por todo o concelho se tosquiava  as ovelhas, fiava a lã e daí se faziam as peças de vestuário mais grosseiras, como as meias, casacos e a indispensável capucha, de uso diverso que proteje  do vento e frio e conserva o calor corporal, ainda hoje utilizada mais na zona norte do concelho. Na confecção do burel era indispensável o Pisão, instrumento rudimentar, tosco e pesado, que consistia  em apertar a trama e a teia de modo a torná-lo espesso e resistente. Esta acção ainda  lava, desengordura e liberta os fios soltos do tecido. Após o tratamento, o tecido além de ficar com um tamanho muitas vezes três vezes inferior ao original, adquiria uma textura que o tornava praticamente impermeável à chuva.
O linho era bastante cultivado  no concelho, praticamente em  todos as aldeias de maior densidade populacional havia teares e  tecedeiras.
Na preparação do linho conseguia-se três fios distintos. O mais fino era para a preparação do denominado puro linho (utilizado para confeccionar roupas de festa, toalhas requintadas, entre outros), um fio médio designava-se de  tomentos e o fio mais grosso chascos ( resultava num tecido mais grosseiro).    Destas peças fazia-se roupa, como camisas, calças, lenços, avental, toalhas, lenções, almofadas, revestimento de colchões feitos de folhelho, etc.